Todor Zhivkov dominou a política búlgara durante mais de 35 anos, tornando-se o líder comunista que mais tempo esteve no poder no Bloco de Leste. A sua ascensão começou nos anos 50, consolidando o poder após a morte de Georgi Dimitrov e a purga de figuras como Valko Chervenkov. Governou com uma mistura de repressão e, em certos períodos, reformas económicas limitadas, procurando modernizar a Bulgária e mantendo uma lealdade inabalável à União Soviética, o que lhe valeu o epíteto de "o mais leal satélite de Moscovo".
O seu regime foi caracterizado pelo culto da personalidade, pela perseguição a dissidentes e por um controlo apertado sobre a sociedade. Contudo, na década de 80, a estagnação económica e as mudanças na União Soviética, com a chegada de Mikhail Gorbachev e as suas políticas de glasnost e perestroika, começaram a erodir a sua posição. Zhivkov foi deposto em 1989, poucos dias antes da queda do Muro de Berlim, marcando o fim da era comunista na Bulgária e o início da transição democrática.