«...Aos vinte e três dias do mês de Setembro do Ano da Graça de 1580, véspera do dia de Nossa Senhora das Mercês, deposito nesta casa e sem conhecimento de pessoa alguma, um maço de cadernos e notas que eu próprio escrevi neste lugar e em outros por onde tive de andar. Fui-as escrevendo soltamente, na modesta esperança de vir a lembrar, a quem depois de mim venha, notícias de pessoas, trabalhos e acontecimentos, sobretudo dos comuns da vila, do seu tempo e do Paço e dos seus Senhores de quem fui humilde servidor e muitos outros que conheci ou acontecimentos que me foram relatados. Tudo são notícias e memórias que tenho tido desde meu bisavô paterno (que não conheci) até ao presente...»
(Da contracapa)