“Esta obra constitui o complemento dos trabalhos de recolha e organização de uma colecção de instrumentos musicais populares portugueses, que, em 1960, fomos encarregados de levar a efeito pela Fundação Calouste Gulbenkian, credora assim da profunda gratidão de todos aqueles para quem os estudos das formas regionais da herança social são não uma mera diversão pitoresca e gratuita, mas um capítulo fundamental para o conhecimento da condição humana, por uma iniciativa que, no limiar das últimas possibilidades, veio pôr à disposição da investigação presente e futura um elemento primordial que, na fase de mutação radical que caracteriza o momento presente, se encontra em vias de completo desaparecimento (...)”.
— Do Texto Introdutório à 1.ª Edição, Ernesto Veiga de Oliveira