"Ser antiteista é combater a ideia de um Deus que é ponto assente não existir. Saramago é antiteista por excelência. Não poderia nunca combater, muito menos odiar o que não existe. Nem ele, nem ninguém. O seu combate é contra aquela ideia, um combate travado com grande determinação e profundo ódio às instâncias que são o seu suporte, responsáveis pelo atraso e obscurantismo em que a humanidade tem vivido. Segundo a sua óptica, claro. Com "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" terá atingido o cume dessa luta".
Eleutério de Carvalho, in "Introdução".