Inácio Antunes embarca clandestinamente em África. Aquele era apenas mais um dos vários nomes que já havia adoptado, como em Paris, Barcelona ou Moscovo. Embarca com uma missão. O partido havia tratado de tudo, "sabia fazer as coisas".
«Viveram connosco, dia a dia, aqui em Luanda, as personagens centrais de Tormenta em África. Os satélites, surgidos no decorrer da acção, são também pessoas com as quais topamos, por aí, a cada passo. Outros deixaram esta portentosa província, em busca de novos campos para o exercício do que consideram um sacerdócio. Trágico anátema de uma teia a que se não pode fugir. Só a morte, ou masmorra, permitem libertação eficaz.»
in Maneira de Prólogo