Estudo que Gregorio Marañón publicou em 1939 sobre a figura do imperador Tibério.
Condenado como um monstro de crueldade comparável ao de Nero ou Calígula, a figura de Tibério, imperador contemporâneo de Cristo e Pilatos, começou a ser reabilitada no século XVIII por Voltaire.
Tibério teve que viver e governar numa época crítica e conflituosa. Entre um mundo pagão em ruínas e uma mentalidade cristã próspera, é um desses homens que viveu numa terra de ninguém, numa era confusa e desolada.
Marañón dedicou-lhe um dos seus livros mais interessantes, uma teoria do ressentimento e um estudo biográfico e histórico que aprofunda as raízes do seu comportamento no contexto problemático de uma crise generalizada do império.
Anos de devastação evocados por Marañón em anos de devastação, os da Guerra Civil Espanhola, que inevitavelmente pesam no pano de fundo deste magnífico livro, um ensaio exemplar entre biografia, psicologia e estudo histórico.