Esta ficção alucinante sobre o mar e a loucura, a pobreza e o patriciado em crise, consegue entretecer-se em câmbios cativantes. A audácia e o humor cruzam-se em passagens em que a magia e a poesia jogam. O romance suscita uma dúvida sobre a inteligência e o delírio, o verdadeiro sentido da existência humana, os subterfúgios e as fronteiras extremas da mente.
De todo o relato se suspende uma incógnita, a suspeita de uma falácia, sensação intacta até ao epílogo. A sagacidade, o harmonioso tratamento da palavra sustentam o movimento em crescendo da obra ao ao fio do seu desenlace.