«Portugal ao abandonar Angola e com ela os negros e bancos nele tanto tempo confiantes, demitiu-se das suas obrigações de país civilizado. Portugal, ao lançar ao ar a "pedra da independência" e ao dizer pela boca do almirante Leonel Cardoso (...), aos três movimentos: "Agarrem-na! É de quem a apanhar", fez com que apanhasse uma intervenção militar o martirizado e nascente país.
(...)
Depois da intervenção russo-cubana e do reconhecimento da República Popular de Angola pareceu-me útil e oportuno falarmos dos acontecimentos e dos seus consequentes.»
in Prefácio, J. M. Carvalho