O Poeta era um Fingidor
Autor
Fernando Luso Soares
Ante-Prefácio de Luiz Francisco Rebello
Com este O Poeta Era Um Fingidor (misto de ficção, biografia crítica e ensaio sobre escritas ocultas), Fernando Luso Soares torna ao Pessoa policiário, sendo de assinalar três coisas: o sujeito principal da estória é o Dr. Quaresma, afinal um heterónimo mais do Poeta; do ponto de vista da lógica do raciocínio, corrige-se não ter sido dedutivo o método pessoano, mas abdutivo à maneira do pragmatismo de Peirce; e para lá do enredo policiário, do que mais fundamente a narrativa trata é do confronto entre génio e mediocridade, tema que Pessoa desenvolveu em Erostratus (...)
(Da contracapa)
Ficcionista, ensaísta, autor dramático, advogado e autor de vários compêndios jurídicos, Fernando Luso Soares nasceu em 1924, em Lisboa, e morreu em 2004.
Personalidade de grande dimensão jurídica e cultural, foi acima de tudo um homem de vocações múltiplas. Desde jovem, por influência do círculo de amigos do seu pai, «bebeu» da convivência com Pessoa, Botto, Luís de Montalvor e outros.
Tendo tido a oportunidade de conhecer de perto a técnica policial de Pessoa, até aí desconhecida, grande parte da sua produção literária será marcada por essa circunstância.