«Francisco estava um estátua em frente daquele negro caixão fechado. Dentro, repousava o seu amigo de sempre, o outro Francisco, ou seria ele próprio? Tudo lhe parecia um pesadelo sem fim.
Tinha-se jurado que nunca contaria a sua estória, que dia a dia lhe confessara, mas a sua morte não conseguiria mantê-lo fiel à palavra. A sua perda abalara-o de forma tão brutal que não conseguiria resistir a confidenciar aos amigos o que fora a sua vida de sobressaltos, angústias e injustiças! Porque era um homem verdadeiro, estupidamente bom e ingénuo, merecia ter sido feliz, sem nunca o ter conseguido porém.»
in O Fechar do Círculo