Missanga de Noivado
«Missanga de Noivado. Porquê?
Dispensava-se esta observação. O meu leitor facilmente verificou: esta miscelânea poética assemelha-se, pela sua humilde forma, àqueles tradicionais confeitinhos, minúsculos e de cores, com que eram distinguidos os nubentes e no acto matrimonial. Daí o título preferido.
Estas poesias saíram da pouco fértil jeira que o autor cultiva, isto é, frutos da sua lavra. Aqui ninguém mais pôs a mão. O autor nunca assaltou seara alheia. A dignidade literária assim nos aconselha. E se, por malefício do Demo, há aqui poesias de aborrecida semelhança, isso deve-se às comuns e inevitáveis coincidências que atingem todas as pessoas de letras e por mais cautelosas que sejam.»
Serafim Cruz