«O estudo que, de seguida, apresentamos, é um inventário não exaustivo das principais actividades intelectuais de Joaquim de Araújo e de mais alguns agentes culturais, que, em ligação com ele, se empenharam generosamente numa campanha de portugalidade sobretudo na Europa na segunda metade do século XIX, já a caminhar a passos largos para o fim de século e durante os primeiros anos dessa viragem, fazendo surgir um grupo importante de lusófilos que difundiam nos seus países, servindo-se da sua prestante colaboração, uma imagem de Portugal, visto não como o 'bout' longínquo da Europa, mas como o seu "début", a sua sentinela avançada de Sagres sobre o Atlântico, cuja navegabilidade tanto lhe ficou a dever.
Sem complexos de inferioridade, Joaquim de Araújo tentou mostrar a Cultura portuguesa à Europa intelectual interessada em redescobrir um país, que, depois das glórias de Quinhentos, se ensimesmara e deixara amordaçar e adormecer, ao não resistir à Inquisição, à pirataria e à concorrência desenfreada dos principais mercados europeus. (...)»
in Prefácio