«Desse por onde desse, este livro tinha que ser escrito! Aproveitando a minha nova estadia na Metrópole, (1967-1968), no propósito de concretizar o meu objectivo recorri a embaixadas, consulados, repartições, agências oficias, ministérios, directorias. E ao longo de catorze meses amarguei consecutivos não-não-não. (…)
E porque o livro tinha que acontecer!, fizesse o calor que fizesse ou chovesse como chovesse!, só descortinava mais esta solução: fechar-me uns meses em cadeia de terroristas.
Estava pensado e desejado: a obra havia de ser escrita aprofundando estudos e com as informações a obter de elementos antes ligados de alguma forma a movimentos subversivos. Tentei, lutei — e finalmente venci!: ocupei a cela 21 do pavilhão 7”.
(Da badana lateral)