Escorial
«(...) Espanha, à sombra de Carlos V e do prodigioso Francisco Bórgia, que nos introduz nas câmaras secretas de uma época em que amadurecem já os delírios da nossa modernidade.
Fascinante personagem, este Francisco Bórgia, aliado aos Papas mais escandalosos da história, homem de corte (Szentkuthy mostra-o suspirando pela Imperatriz Isabel), diplomata (sonha encontrar na China as fontes orientais da mitologia grega) e canonizado, apesar da sua tendência pouco católica para preferir a acção à meditação. Um santo cujo objectivo era, confessa-nos Szentkuthy, "santificar o barroco, expressão, à escala de um país inteiro, de uma imensa solidão humana."
Escorial, verdadeiro baluarte contra a barbárie sempre pronta a ressurgir (o livro data de 1940), fala-nos, afinal, de uma Europa impossível, da Europa que ainda nos falta cumprir.»
(Da contracapa)