Adriano Moreira foi Ministro do Ultramar (1961-62), durante o Estado Novo, foi ainda professor e director do Instituto Superior de Estudos Ultramarinos, depois Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina (instituição de ensino superior que preparava os quadros da Administração ultramarina) e director do Centro de Estudos Políticos e Sociais (CEPS) da Junta de Investigações do Ultramar (JIU), adstrito ao referido instituto.
No exercício das suas funções colocou em prática as teses do lusotropicalismo de Gilberto Freyre no ideário do Estado Novo e nos meios universitários portugueses ao fazer aplicar uma série de reformas.
O trabalho desenvolvido por Adriano Moreira à frente do CEPS denota as preocupações nascidas da reflexão sobre o luso-tropicalismo. Aliás os trabalhos trabalhos publicados na colecção «Estudos de Ciências Políticas e Sociais» repercutem essa mesma problemática ultramarina.
Neste volume Nº 34 encontra-se um conjunto de ensaios de Adriano Moreira como, entre outros: Contribuição de Portugal para a valorização do homem no ultramar; Posição internacional de Goa; A posição de Portugal perante as Nações Unidas; As elites das províncias portuguesas de indigenato; Problemas sociais do ultramar; Convenção suplementar relativa à abolição da escravatura, etc..