A disciplina histórica é um território gerador de paixões.
Este livro analisa as paixões despertadas pelo liberalismo: a paixão de Herculano pela ditadura de 34; a paixão de Oliveira Martins por D. Miguel; a paixão de José de Arriaga por Manuel Fernandes Tomás e pela revolução de 1820; a paixão de António Sérgio por Mouzinho da Silveira; a paixão de António Sardinha por Garrett e pelos intelectuais oitocentistas "desiludidos" do liberalismo; a paixão liberal de Joaquim de Carvalho; a paixão de Julião Soares de Azevedo pela burguesia; a paixão de José Tengarrinha pelo povo da revolução de Setembro e da Patuleia; a paixão, ou melhor, a compaixão de Joel Serrão pelo Portugal oitocentista.
Para além das paixões positivas houve as negativas, igualmente intensas. Estas paixões tiveram consequências. Na maneira de interpretar o liberalismo e, mais do que isso, de encarar o país e as suas potencialidades.