Se algum dia tivesse de falar da memória, dar-lhe-ia uma cor. Branca, como a tela dos écrans, a margem dos livros, o olhar dos afogados. No seu vai e vem fulgurante, dar-me-ia a posse do território da ausência que é de todos o mais vasto. Aí encontraria de novo rostos, palavras, talvez mesmo nomes.