Exercitando o seu olhar nas formas como as pessoas exteriores aos corredores do poder reagiram ao rápido início e à escalada dos combates, Neiberg afasta a ideia de que os Europeus eram nacionalistas raivosos ávidos de uma carnificina. Em vez disso, traz à luz um conjunto complexo de fidelidades que intersectava as fronteiras nacionais.
Neiberg passa em revista cartas, diários e memórias de cidadãos comuns de toda a Europa para mostrar que o início da guerra foi sentido como um acontecimento súbito e inesperado.
Enquanto iam vendo uma crise diplomática menor explodir num banho de sangue à escala do continente, esses cidadãos exprimiam choque, repulsa e medo. Mas quando os arranjos entre os governos beligerantes começaram a desfazer-se sob o peso do conflito, a desilusão geral não tardou a seguir-se.
Contudo, foi só depois de os combates ganharem o seu próprio ímpeto horrível que os ódios nacionais vieram à tona sob a pressão de ameaças em escalada mútua, de atrocidades bélicas e de uma intensa propaganda dos governos.